domingo, 21 de novembro de 2010

Curso

Caríssimos,

Só para lembrar, a nossa data combinada para a segunda aula de Sendas: Proposições e Leituras Psicanalíticas é dia 26/11 ( Sexta-feira ) às 19:30.
O texto encontra-se com a Mirian e a Lays.
Peço-lhes que cheguem um pouco mais cedo para darmos início no horário.

Espero- lhes com o carinho de sempre.

Carla

PS: Favor confirmar comparecimento.
Mirian: 3356-2952 ( das 8:30 às 11:00 e 13:30 às 19h ).
Lays: 3356-5194 ( das 14:00 às 17:30 )

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Dica

Neste mês de novembro a TV Cultura exibirá a série Invenção do Contemporâneo "A psicanálise do Século XXI: Lacan para desesperados da crise", promovida pela CPFL Cultura, sob a curadoria de Jorge Forbes:

09/11 - à 1h de segunda para terça-feira - Joel Birman - Novas subjetivações e o mal estar na contemporaneidade.
16/11 – à 1h de segunda para terça-feira - Alain Grosrichard – Mal estar na globalização: Lacan e as luzes.
23/11 – à 1h de segunda para terça-feira - Jorge Forbes - Jacques Lacan e a psicanálise do Século XXI.
30/11 – à 1h de segunda para terça-feira - REPRISE - Alain Grosrichard – Mal estar na globalização: Lacan e as luzes.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ateliê

Caros,

é com o objetivo de apresentar os princípios da interpretação analítica, que Lacan escreve a terceira parte do texto "Função e Campo da Fala e da Linguagem em Psicanálise" (Lacan, J. Escritos. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 1998. p. 238-324).

Dia 25/10, das 19h30 às 21h30, reuniremo-nos na sede da Delegação Geral da Escola Brasileira de Psicanálise para a apresentação e discussão deste texto.

Espero-os!

Com carinho,

Regina Cheli Prati
Coordenadora



Endereço da Delegação
Rua: Dr. Bezerra de Menezes, 274
Vila Planalto
Fone: 3356-5194
Expediente das 14h às 18h

Esta é uma atividade aberta!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dica

Jorge Forbes estará nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, com Marcelo Tas e MV Bill, discutindo “A Cabeça do Jovem Brasileiro – A Cabeça da Galera”.
Será na Uni-Bh, Teatro Ney Soares, às 19h30, ou acesse: http://bit.ly/bY23qJ e http://bit.ly/aB24f8

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sendas: Proposições e Leituras Psicanalíticas.

Caros,

Dia 22 de outubro, (sexta-feira), a psicanalista Carla Serles dará início a nova atividade : Sendas: Proposições e Leituras Psicanalíticas. Será às 19h30min, na Sede da Delegação.
Estamos publicando o evento apenas para os inscritos no curso, pois as vagas já foram preenchidas.
Solicitamos, por favor que cheguem antes para tratar dos assuntos administrativos com a Lays.
Desejamos um bom estudo trabalho com muita libido.
Carla diz que nos aguarda para essa primeira aula que chamará simplesmente de "Aula Inaugural".
Nessa primeira aula, não haverá indicação de leitura prévia.

Aguardamos vocês!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Notícias

Jorge Forbes, após ter obtido o título de Mestre em Psicanálise, pela Univ. de Paris VIII, se submeteu, nesta sexta-feira passada, a um exame de doutoramento em Teoria Psicanalítica, na Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, ex Universidade do Brasil. Tema: “Inconsciente e Responsabilidade”. A banca lhe concedeu o título de Doutor, com grau A, e indicou publicação imediata da tese, sem qualquer reparo.

Fonte: IPLA

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Prefácios


Aberturas para uma psicanálise implicada

Trata-se de estabelecer uma perspectiva para o percurso de um ensino em psicanálise.

Explicamos: O Prefácio está no início de um livro. Ela fez uma apresentação e um convite. Pode apresentar tanto um guia de leitura possível como ser uma abertura a uma experiência nova que convida o leitor a por de si nas páginas seguintes.

Os dois aspectos estarão presentes nesta nova atividade que propomos: uma possível orientação de leitura ou de um percurso e, sobretudo, um chamado à implicação do si mesmo na abordagem e leitura dos textos.

O subtítulo geral do Curso neste semestre: Aberturas para uma psicanálise implicada propõe ao leitor, ultrapassar a epiderme do texto e a procura ou a produção de algo que lá esteja velado. Buscamos, então, aquilo que não se transmite com palavras de um cânone nem com a listagem de um número infinito de referências.

Evidentemente, na perspectiva do último ensino de Lacan, o “por algo de si” é uma convocação para que quem ensine ponha algo de seu sinthoma, transformado em estilo pessoal, singular, para que, com esse toque do Real, o ensino não seja um simples jogo de significantes. Um desafio que não se limita a quem ensina, mas a todos.

Responsável e Coordenador Geral: Carlos Genaro Gauto Fernández
Com: Ary Farias e Carla Serles

Datas: às 6as. Feiras, mensalmente, às 20h30minh.
Setembro: dia 3 – Carlos Genaro Gauto Fernández
Outubro: dia 1 – Carla Serles
Novembro: dia 5 – Ary Farias
Dezembro: dia 3 – Carlos Genaro Gauto Fernández

Local: Em Campo Grande (MS) na Sede da Delegação Geral MS/MT
Endereço: Rua Dr. Bezerra de Menezes, 274
Contatos e inscrições: tel. (67) 3356-5194

Valor: R$ 50,00 mensal

Convite

Queridos,

Foi com surpresa e alegria que constatei o resultado do nosso primeiro encontro para trabalhar o livro do Primo Levi : “É Isto um Homem”?

Falar de Primo Levi nos possibilitou fazer perguntas sobre a Ética, o cinismo, o mal estar na cultura e, é claro, sobre a humanidade, etc.

O que ficou ecoando, penso que na maioria dos que estavam presentes, foi a questão sobre os paradoxos da civilização.

Para os que desejam continuar o percurso ou ingressar agora, aí fica um convite:

Dia 06/09 (segunda feira ), isso mesmo, nós escolhemos a véspera do feriado!!!

Às 18h na Delegação.

Abraço carinhoso

Carla Serles


PS: Dica de quem participa do curso: http://colocandoempalavras.blogspot.com/

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Encontro e Silêncio

Encontro e Silêncio

por Jorge Forbes

O melhor relato de uma análise com Jacques Lacan foi feito por Pierre Rey. Chama-se “Uma temporada com Lacan”, uma temporada que durou dez anos. Pierre Rey era jornalista e escritor. Nasceu no sul da França, em 1930, e morreu em julho de 2006, aos setenta e seis anos de idade, de câncer, em Paris.

Quem não o conhece, talvez se lembre de um filme famoso sobre o Onassis, interpretado por Anthony Quinn e Jacqueline Bisset – O Magnata Grego – de 1978, filme que foi inspirado em um de seus maiores sucessos literários: O Grego.

Desde que li seu livro sobre Lacan, em 1989, quando foi lançado, fiquei com curiosidade de conhecer seu autor, e, ao mesmo tempo, o seu personagem. Isso acabou acontecendo por acaso. Eu almoçava um dia em Paris com um amigo, Antoine Gallimard, editor de Rey, quando nos encontramos e fomos apresentados. Meu interesse por conversar com ele era compreensível, não tanto o oposto; talvez o fato de encontrar um brasileiro que tinha ido para a França se formar na escola de seu analista, que era amigo de seu editor, sei lá, o fato é que a conversa correu fácil e desde aquele dia nos tornamos progressivamente grandes amigos apesar, também, da diferença de idade e de experiências de vida, o que nunca, aliás, foi ressaltado em nossas inúmeras conversas. Como diz François Leguil, um amigo psicanalista que apresentei a Pierre, o mágico de conversar com ele consistia que em pouco tempo ele lhe fazia sentir a pessoa mais interessante do mundo. Todos sabiam que seus amigos mais próximos eram Picasso, Dali, Anouk Aimée, Michel Legrand, e por aí vai. Fazer parte dessa série, falava Leguil, mesmo que por um momento, não deixava de ser bom. A generosidade afetiva de Pierre Rey era espantosa. Ele era uma lição de amizade.

Já desde 2004 notava-se uma queda física impressionante em Pierre que, apesar da idade e contrariando os hábitos sedentários dos escritores, era um esportista aplicado, o que lhe conferia um ar mais jovem e uma disposição invejável. Perguntado, ele sempre negava qualquer doença, disfarçando sua dificuldade em comer com as desculpas mais diversas.

Foi por volta de junho de 2006, a última vez que vi meu amigo. Estava há uma semana em Paris, e não conseguia encontrá-lo; a cada vez, surgia um impedimento de última hora. Finalmente, indo para o aeroporto pegar o avião de volta para São Paulo, dirigindo um carro alugado, consigo falar-lhe ao telefone. Sua voz sussurrante mal deixou-me entender a terrível frase: “Je souffre”. De pronto lhe disse: – “Ah, não! Vou sentir sua falta”, ao que ele contestou bem a seu estilo: – “E eu já estou sentindo a sua”.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Oficina em Rondonópolis

Meus caros!


A Oficina de Estudos de Psicanálise de Rondonópolis tem a honra de receber nosso psicanalista Ary Farias que “repetirá na novidade” Chico e as Marias.

Estamos aqui para recebê-los para o evento, com muito carinho!

Abraço,

Sueli Ignoti

domingo, 22 de agosto de 2010

RECADO DA DIRETORIA

“O QUE É UM CARTEL?*

O cartel é uma invenção de Lacan que visa manter na Escola um trabalho permanente de investigação em relação à psicanálise. Esse dispositivo adota como princípio a elaboração apoiada em um pequeno grupo, cria, porém, por sua estrutura e funcionamento, mecanismos que possam conter os efeitos grupais...”

Leiam na íntegra o texto de Lucíola Macêdo no site da EBP: http://www.ebp.org.br/carteis/carteis.html

Leiam também dois novos textos neste link: Sobre grupos - Romildo do Rêgo Barros e O relançamento dos cartéis - Ondina M. R. Machado

Rômulo Ferreira da Silva – Diretor Geral da EBP

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cinema e Psicanálise

OFICINA DE ESTUDOS DE PSICANÁLISE

RONDONÓPOLIS



Cinema

Olho Clínico

Um travelling entre psicanálise e cinema

Debate do filme As pontes de Madison – Clint Eastwood

Coordenação: Sueli Ignoti – Corresp. Da Delegação Geral MS/MT – EBP

Dia: 21/08/2010 às 9h
Local: Sala Eventos Escritório Auxiliar Av. Ponce de Arruda 2039

O filme não será exibido no local

lnscrições antecipadas

Vagas limitadas

Informações: 66 3421 5684

oficinapsicanalise@terra.com.br

DELEGAÇÃO GERAL – MS/MT – ESCOLA BRASILEIRA DE PSICANÁLISE

Convite

Queridos,


“O uso da palavra..., este mecanismo necessário e suficiente para que o homem seja homem, tinha caducado em Auschwitz”.

“O fato de não ser interpelado tinha efeitos rápidos e devastadores... Se não se encontra ninguém a língua se lhe esvai em poucos dias”.

Esse é apenas um pequeno fragmento do que Primo Levi nos propõe. Muito além do horror do Holocausto ele nos conduz por questões pungentes sobre a humanidade, sobre a civilização, sobre as contingências próprias à vida, sobre a vergonha e a culpa, enfim...

Seu livro É Isto Um Homem? É mais que um testemunho, para mim, pelo menos, é um convite para pensarmos o que temos de mais precioso na psicanálise, à luz da riqueza de sua literatura.

As meninas de Corumbá estudaram o Mal Estar na Civilização e nos ancoraremos em outros textos.

Esse encontro se inicia no sábado dia 21/08/2010 às 15:30 na Delegação.

Sintam-se convidados e eu os espero!

Abraço carinhoso
Carla Serles

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ateliê

Queridos,

Sexta-feira, ( 06/08 ), temos a Lição 7 de Silet para degustar!

Encontro vocês na Delegação às 20h.

PS: Os textos estarão com a Mirian a partir de amanhã 03/08/10.

Abraço carinhoso

Carla Serles

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ateliê Fundamentos da Psicanálise Lacaniana

Caros,

Convido-os para participar do ateliê Fundamentos da Psicanálise Lacaniana a se realizar na segunda-feira, dia 12 de julho, às 20h, na sede da Delegação Geral MS/MT da Escola Brasileira de Psicanálise, situada na Rua Dr. Bezerra de Menezes, 274, Vila Planalto.

Neste encontro iniciaremos a discussão do texto "Função e Campo da Fala e da Linguagem em Psicanálise" (Escritos, p. 238 - 324), que marca o início do ensino de Lacan e onde ele lança a proposta de retorno a Freud a partir de um prisma específico: "(...) a técnica não pode ser compreendida, nem, portanto, corretamente aplicada, se desconhecermos os conceitos que a fundamentam. Nossa tarefa será demonstrar que esses conceitos só adquirem seu sentido pleno ao se orientarem num campo de linguagem, ao se ordenarem com a função da fala" (p. 247).

Os interessados em participar deste ateliê, podem entrar em contato com Lays pelo telefone 3356-5194 das 13:30 às 17:30, para obter a cópia do texto.

Atenciosamente,

Regina Cheli Prati
Coordenadora da Delegação Geral MS/MT

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dica


Transamérica é um título feliz para um road-movie que mostra o drama de identidade vivido por um transexual.
Stanley, ou melhor, “Bree”, o (a) protagonista, não é um homem que gosta de outros homens; tampouco ele é um travesti que goza de parecer mulher, mas goza também do seu órgão sexual. Bree tem certeza de que é uma mulher no corpo de um homem.
Talvez mais do que as mulheres do sexo feminino, Bree acredita saber o que é preciso para ser mulher. Essa questão não é tão simples de responder. Já sabemos que não se trata de ter ou não um pênis. Não é isso que garante a identidade sexual.
O grande debate dos anos trinta, que fomentava as discussões nos meios psicanalíticos, versava sobre o que é e o que quer uma mulher, questão sobre a qual Freud já havia se interrogado. Freud e Ernest Jones divergiam sobre a natureza da feminilidade. A mulher nasce ou é feita? É “born”, dizia Jones; é “made”, respondia Freud. Nada do que pensamos ser do domínio da feminilidade dá conta do que é ser uma mulher. É ser mãe? Não. Não há nada mais fálico para uma mulher do que um filho; a histeria, tão comum entre as mulheres, sobretudo na época, é uma posição masculina, ancora-se numa reivindicação fálica.
Bree sente-se mulher, comporta-se como uma mulher, usa o nome de mulher, educa a voz para falar no timbre de uma mulher, veste-se e cuida-se como uma mulher, ou seja, faz semblante de mulher. Ser homem ou mulher está no registro do semblante. Entretanto, para Bree, o seu pênis encontra-se ali, como um estorvo, objeto de nojo, um pedaço de carne entre as suas pernas que não pode ser erotizado. O seu pênis não é elevado à dignidade de falo. Mas ausência do pênis (made ou born) também não garante que ali há uma mulher.
Bree solicita a transformação cirúrgica por ter a certeza de que a sua identidade não corresponde ao seu sexo biológico. Sabemos que a ciência oferece resposta para o mal-estar do sujeito com relação ao corpo, através das cirurgias plásticas e do uso de hormônios. As intervenções cirúrgicas resolvem no real da carne o que antes era o incontornável biológico com o qual o sujeito tinha que se haver. Descartado o objeto indesejado, supõe-se colocar em conformidade sexo e gênero, ou seja, anatomia e identidade sexual.

Literatura e Psicanálise - Chico e as Marias


  
 


No dia 26.06.10 das 9h às 12h, aconteceu em Campo Grande, MS, o evento "Chico e as Marias". Uma linda apresentação do psicanálista Ary Farias sobre a feminilidade na obra (livros, músicas e filmes) de Chico Buarque.
Fomos prestigiados com um belo café em uma xícara personalizada.
Evento de sutil beleza, pois tudo que é sutil, é lindo!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Rondonópolis

OFICINA DE ESTUDOS DE PSICANÁLISE

RONDONÓPOLIS

Cinema
Olho Clínico
Um travelling entre psicanálise e cinema
Debate do filme Juventude Transviada de Nicholas Ray

Debatedor: Sueli Ignoti – Corresp. Da Delegação Geral MS/MT – EBP

Dia: 26/06/2010 às 9h
Sala Eventos Escritório Auxiliar
Av. Ponce de Arruda 2039
O filme não será exibido no local

lnscrições antecipadas: R$ 10,00
Vagas limitadas
Informações: 66 3421 5684
oficinapsicanalise@ terra.com. br

sábado, 19 de junho de 2010

Roondonópolis

Caros,



Estamos inaugurando mais um projeto da Oficina de Estudos de Psicanálise de Rondonópolis.


Vosso apoio e se possível, presença, é sempre um carinho.


Abraço,

Sueli Ignoti

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Programa

O programa Login, da TV Cultura, entrevistará Jorge Forbes, nessa quinta-feira, às 19h, sobre o amor na pós-modernidade.
Os jovens ainda acreditam em amor? Eles estão menos interessados em manter compromissos sérios? O casamento ainda é importante para esta geração? Heteros, homos, diversos?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Psicanálise e Literatura

Ateliê Fundamentos Clínicos

Queridos,



Que tal um encontro gostoso para discutir a aula IV de Silet.
Se vcs precisarem do texto procurem a Mirian ou a Lays.`
É dia 11/06 às 20h na Delegação.
Eu os espero mesmo que esteja muito frio!!!

Carinhosamente,

Carla

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ateliê

Caros,


Lembramos que nesta sexta-feira, dia 07.05, haverá ateliê "Fundamentos Clínicos" coordenado pela psicanálista Carla Serles, às 20hs na sede da Delegação Geral.

Os textos são os capítulos 3 e 4 do llivro Silet de Jacques-Alain Miller. Caso não tenham os textos, eles estão disponíveis na Delegação ou com a Mirian.


Aguardamos vocês lá, abraços.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O excitante amor ao diferente

A filha, ao mesmo tempo que se despede da mãe que está indo para a missa, pedindo que lhe trouxesse um doce quando voltar, fala ao telefone com o namorado, passando as coordenadas dos movimentos da mãe, para que o assalto planejado pelo bando desse namorado seja feito com a melhor precisão.

De uma só vez essa menina, de cara angelical e voz infantilizada, consegue romper dois dos principais tabus sociais: mãe e religião. Com mãe e Deus não se brinca, ditava a cartilha de qualquer meliante. Quando os "intocáveis" do laço social começam a desmoronar, com justa razão há um alerta geral, e essa pequena notícia veiculada nessa semana fica incomodando tal qual uma espinha, ao lado de tragédias bem mais retumbantes.

A menina é loira, estudante de direito, filha de professora universitária e de procurador de Justiça. O menino é moreno, office-boy, procurado pela Justiça. Silêncio: cuidado com pensamentos politicamente incorretos sobre essa união. Que ninguém venha falar que o menino é o lobo mau dessa doce chapeuzinho. Nem a mãe nem o pai da menina nada devem ter dito, dada a convivência íntima por dois anos, em sua casa. Tem muito pai e mãe que não falam mais nada para seus filhos, hoje em dia, amordaçados pela patrulha do politicamente correto. Se disserem alguma coisa, estarão discriminando. Mas não haveria uma forma de se falar, sem ser condenado por sua opinião? Vejamos.

Quando pessoas convivem por muito tempo, de duas, uma: ou elas têm muita coisa a repartir - interesses, valores culturais e éticos -, ou elas, sendo muito diferentes, tentam anular a diferença que as afasta, hipertrofiando os prazeres básicos sexuais e anulando qualquer outro sistema de laço social que as distancie. Logo, o desastre não é decorrente do fato de um ser supostamente melhor que o outro, mas de que, quanto mais distantes forem, mais primária, no sentido de menos elaborada, será a relação, necessariamente. O duro, a se acrescentar, é que o amor entre os diferentes é muitas vezes mais excitante do que a modorrice dos semelhantes. Será que os pais poderiam explicar isso a seus filhos e, especialmente, a si próprios? E mais, nem sempre o que é explicado tem que ser entendido. Pais não devem temer o mal-entendido; não há um bom pai, ou boa mãe - seja o que for que entendamos por isso - que já não tenha ouvido "eu não gosto de você" de um filho. Logo, pais, não recuem quando não concordarem, quando não aceitarem.